Saturday, May 22, 2004

Reecontro
Depois de dez meses voltei a vê-la. Bem na minha frente, sentada, carregando o mesmo sorriso absurdo. Foi um simples oi. Não, nem isso. Um “subir e descer” de sobrancelhas. Sabe quando não é necessário mais nada além disso? Um “subir e descer” de sobrancelha carregado de expressões tipo “oi, você por aqui?!”, “nossa, há quanto tempo, hein?!” Mas foi só isso. Pensei em um beijo, desses de tia mesmo, buchecha com buchecha, que às vezes nem se tocam. Mas a idéia passou rápido. Na verdade, meu instinto de homem babão queria abraçá-la bem forte, mas o cheiro do meu remédio contra espinhas falou mais alto.
Não me entendi depois que virei a esquina. Há tempos que não me sentia tão feliz. Uma felicidade irônica, dessas que a gente pensa “eu sobrevivi e parece que você não”.
Não me questiono sobre meus sentimentos por ela. Sem dúvidas, uma parte minha ainda gosta muito dela. Vai gostar para sempre. Com muito carinho. Eternamente. Como dizem: tudo que é pra sempre é uma droga.
-Tenho, sim, muito afeto por você. Nunca vou te ver como uma pessoa comum. Mais nada. Foi bom enquanto “não durou”. Claro que podia ter sido bem melhor.
Fico imaginando o que ela pensa quando lembra de mim. Só mais um? Nem vem. Mexi e mexi muito bem, obrigado, com ela.
Eu estou namorando e você? Será que aquele durou? Acho que não. Talvez tenha se arrependido. Talvez não. Eu estou bem. Talvez melhor do que tivesse com você. Talvez nos topemos por aí um outro dia. Hoje eu te fiz lembrar, não fiz? Vai tentando responder o que você está se questionando. Qualquer dúvida, você sabe, não me pergunte.
A.

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